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terça-feira, 18 de junho de 2019

BARRA: AURÉLIO FAZ CRÍTICA À DISCRIMINAÇÃO



A festa de São João na Barra (aquela realizada pela e sob o patrocínio da Prefeitura Municipal) coloca em evidência a forma discriminatória como a administração pública trata a camada mais pobre da população.
A estrutura contratada e disponibilizada para uma parte do povo é brutal. Os gastos com atrações musicais não locais são elevados. Há ainda, um palanque (camarote) colocado para o desfrute dos que estão no poder e dos seus amigos.

Para os que se aventuram a pagar por uma barraca para comercialização, há uma certa estrutura



Por outro lado, as pessoas de menor condição e que comercializam seus produtos são colocadas no lado oposto daquele em que tradicionalmente se instala o palco principal. (E, neste caso, até mesmo a forma como ali são colocadas é desleixada e desrespeitosa – um funcionário (este ano foi Peterson) faz um conversa com os interessados e os deixa para que eles próprios marquem as suas áreas. Sequer a tinta para marcação é fornecida pela prefeitura).
Esta é uma coisa que sempre aconteceu. Este ano, porém, isto ficou mais visível. O jovem comunicador Fillis Niorges publicou fotos das barracas fazendo realçar a discriminação e desassistência que afeta as pessoas mais pobres.


Por estarem instaladas de maneira absolutamente desorganizada e precária, as pessoas que ali se colocam para vender os seus produtos não conseguem atrair consumidores e têm pouco lucro, (ainda que os seus esforços e desejos devessem lhes dar melhores resultados).
O povo é um só. Todos pagam impostos. E mesmo para o caso de dispensa de pagamento de taxas (que deveria ser precedido de processo legal), todos deveriam ser tratados com respeito e dignidade. Haveria a Prefeitura que organizar estas pessoas de forma a lhes dar condição de alguma competitividade e êxito comercial (as festas geram rendas e o município deveria funcionar como um indutor da economia também em favor dos mais pobres, e não o contrário).
Mas, o que se vê, ano após ano, é a forma discriminatória por parte daquele que ocupa o cargo de prefeito no município, promovendo uma FESTA DE DUAS FACES, DIVINDO O POVO ENTRE RICOS (ou, arranjados) E POBRES.
Por: Aurélio Andrade

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